Bateria PESADA! Manhas para dar peso e punch!

Você já deve ter ouvido, “no áudio não existe certo e errado”. Isso significa que existem diferentes abordagens para uma mesma situação.

Costumo dizer que o importante é ter uma hipótese, um plano, de forma que se trabalhe conscientemente, o resto é experimentação.

Em mixagem, é comum uma abordagens de limpeza , que foca em retirar excessos e encaixar melhor os elementos. Nem sempre esse é o melhor caminho. Por exemplo, se você está trabalhando com rock e quer uma batera mais pesada e presente, o caminho inverso pode ser mais eficiente.

Então aí vão dicas para você enxergar o tratamento de bateria de outra ótica. Você pode conferir exemplos práticos no vídeo a seguir:

 

1 – Alinhe as fases! Uma dica que pode ser muito banal, mas extremamente útil. É um detalhe que muitos já ouviram falar, mas desconhecem, principalmente os produtores acostumados a trabalhar apenas com VSTi de bateria (em que esse problema já vem corrigido de fábrica).

Confira as fases da caixa e esteira, caixa e over, bumbo e over, alinhe over e room em relação a caixa. Quanto mais transientes estiverem coincidindo, mais você aproveita o peso e punch original da peça.

2 – Limite o geral da bateria. Coloque todas as tracks dentro de um grupo/pasta. Adicione um Limiter e comprima os excessos dos picos. Reajuste o volume da bateria na mix. Isso vai trazer à tona harmônicos mais baixos, encorpar a batera e deixá-la mais pesada.

3 – Dê mais massa sonora! Essa é uma regra geral, baterias comportadas, com peças com pouca ressonância, terão mais dificuldade de pintar. Isso pode ficar lindo em estilo de bases mais limpas, mas no rock pesado, carregar um pouco o peso das peças vai ajudar. Na caixa, por exemplo, dê um ganho (pós compressor) de 100 a 240 Hz para reforçar o punch do tratamento.

Além disso, não tenha medo de adicionar brilho a suas peças para ela ganharem presença e cortar ainda mais a mix. Peças bem brilhantes é uma sonoridade muito utilizada nos estilos mais modernos de rock.

4 – Seguindo a lógica acima, não limpe tanto os médios graves do bumbo. Além disso, você também pode adicionar médios mais altos para dar um kick (estalado) mais cortante, com mais força e agressividade, ao invés de dar apenas o famoso brilho nos agudos.

Obs: alguns estilos pedem bumbos mais limpos e polidos, isso pode não funcionar com essa dica de deixar um pouco mais de médios graves. Teste. Se a música não tiver muitos bumbos próximos (como músicas velozes de bumbo duplo), experimente um boost leve nos graves e sub.

5 – Ainda no mesmo raciocínio, utilize Hi Pass menos drásticos. Por exemplo, é comum Over ou Room serem bastante cortados em abordagens mais limpas, mas aqui, experimente retirar apenas os subgraves, deixando o resto das frequências de peso, para completar e reforçar o som das peças.

Além disso, você pode comprimir um pouco esses canais para que o punch não fique por conta exclusiva dos compressores das peças individuais.

6 – Reverbs podem ter corpo e somar no peso, além de espalhar as tracks no stereo, fazendo-as ocupar mais espaço, ganhar mais presença, na mix.

7 – Não é pecado usar samples. As produções modernas de rock e metal perderam essa “vergonha” dos Samplers. O som de batera atual tende a ser mais processado e esculpido de forma que muitos produtores optam por replace ou soma com samples em suas baterias, mesmo quando tiveram uma boa captação.

Samples bem trabalhados podem polpar seu tempo e te entregar mais facilmente o resultado que você espera.

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