Boost de frequências com o Amber – Review e prática

Eu também sou um entusiasta de novas tecnologias. Como bom “cara do home studio”, adoro as facilidades que o universo dos softwares nos trazem e claro, essas mágicas todas de reprodução de características analógicas dentro do universo in the box. Me sinto deixando de usar cartas para usar e-mails, chats e afins. Romantismos à parte, é como dar um grande salto para o futuro. Ponto crítico para um aviso óbvio: não estou aqui desmerecendo, nem desafiando a ideologia musical de ninguém, se você é um amante de analógicos, siga feliz.

Minha visão enquanto produtor sempre foi muito prática e focada em fazer música, logo, o que me interessa são as funcionalidades e sonoridades. Se existe algo no mundo lá fora que é “melhor”, não me importa muito. Me interessa mais ter boas ferramentas ao alcance das mãos e que me permitam chegar num ótimo resultado. Acho bastante inegável que chegamos num nível fantástico com os softwares atuais.

Ao mesmo tempo, tendo a acreditar que a tecnologia evolui a cada ano, com computadores mais potentes, que permitem rodar arquivos mais ricos em informações sonoras e softwares mais sofisticados, no sentido de manipular essas características. Logo, tendo também a acreditar que ferramentas mais recentes podem oferecer resultados mais eficientes e primorosos

Foi esse pensamento que, novamente, me fez voltar os olhos para uma empresa de plugins que tem chamado a atenção no mercado, a Acustica Audio. Fui usuário do plugin Nebula, seu poderoso leitor de impulses, que na época (idos de 2012) era um pouco pesado para minha máquina. Pois bem, nos últimos anos os caras têm trabalhado pesado para construir plugins mais leves e ao mesmo tempo mais potentes.

A promessa da marca é fornecer sons cada vez mais “analógicos” em seus plugins, através de uma tecnologia própria, baseada em convolução dinâmica. Na convolução simples, um sinal é inserido num sistema (equipamento ou espaço físico) e sua resposta a esse estímulo é medida e capturada num arquivo, um Impulse Response (IR). Feito isso, basta utilizar um leitor desses arquivos para imprimir essas características numa amostra de áudio.O grande lance da Acustica é que eles desenvolveram uma engine turbinada, que roda uma sucessão de IRs e que permite representar de forma mais fiel as características de um sistema.


Figura 1 – plugin Nebula, atualmente na sua versão 4. Compradores do Nebula 4 levam também o compressor Rose (módulo azul).

Não sou especialista, mas a forma como entendo a diferença entre modelagem, convolução simples e convolução dinâmica é a seguinte, façamos uma analogia:

1 – Modelagem: é um mecanismo que tenta recriar, a partir de observação e testes, o comportamento do sistema. É como se tivéssemos uma pessoa e a modelagem fosse um desenho impresso dela.

2 – Convolução simples: é um mecanismo que extrai as características do sistema, porém de um breve momento, estático. É como se tivéssemos uma pessoa e a convolução simples fosse foto dela.

3 – Convolução dinâmica: é um mecanismo que extrai as características do sistema, porém numa somatório de vários momentos. É como se tivéssemos uma pessoa e a convolução dinâmica fosse uma coleção de frames, formando um filme dela.

Atualmente, além do Nebula, que é um leitor genérico de várias bibliotecas de IRs (vários equipamentos e ambientes), a empresa trabalha com os plugins Acqua, que são versões stand alone de bibliotecas individuais, oferecendo uma gama maior de possibilidades de regulagem de parâmetros, além de uma P**** interface gráfica que encanta qualquer usuário, sejamos francos. Dentro desses plugins, rodam os motores (chamados de Cores) que acabam de chegar na versão 10. Isso significa que estão cada vez mais potentes e leves.

Neste artigo resolvi falar sobre o plugin Amber, que adquiri através do meu amigo Ederson Prado, representante da Acustica Áudio no Brasil. É uma emulação do equalizador Avalon AD2055 (informação extra oficial) que tenho utilizado para diferentes fins, mas principalmente para boost de frequências em mixagem/gravação e masterização. Acho fantástica a musicalidade deste plugin e a forma como ele consegue somar frequências de uma forma eficiente e bela.

Figura 2 – plugin Amber, interface e som matadores!

No vídeo a seguir eu explico melhor suas funcionalidades e mostro um pouco do seu uso prático: