Gravar processando. Sim ou não?

No ambiente “In the box” uma preocupação comum é emular equipamentos reais que se tornaram clássicos na produção musical. De maneira geral, o que vemos mais, é a utilização desses plugins na mixagem. Mas convenhamos, num estúdio de maior porte, que possui esses equipamentos, seus usos não se dão apenas na mix, mas também na tomada das tracks. Certo? Não seria coerente, então, utilizarmos nossos plugins para simular também o processo de gravação dos grandes estúdios?

Gravar processando talvez seja uma novidade para você, jovem padawn, talvez seja uma antiga polêmica para você, amigo caminhoneiro de longa estrada. O fato é que alguns defendem que é totalmente desnecessário, uma vez que os computadores modernos possuem processamento suficiente para moldar extensivamente um timbre, logo, melhor deixar mesmo tudo para a mix e ter total margem de controle e segurança, para idas e vindas. Outros, como o que vos fala, enxerga vantagens em se gravar processando, para se ter um projeto funcionando melhor, desde o início do processo.

No querido Reaper, DAW que muito aprecio e utilizo tanto para meus trabalhos quanto para didática, existe um recurso absolutamente prático para que você possa aplicar plugins que afetam a entrada do seu sinal. Claro que esse recurso não é um exclusividade e você também encontra em outros softwares. No mínimo, aconselho a experiência.

Eu preparei um breve vídeo exemplo, onde mostro uma gravação em que utilizei processamento de entrada. Aproveito para debater um pouco mais o tema e dar minha opinião pessoal. Te convido a assistir.