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Abaixo você confere uma aula retirada do Programa Desenvolva Áudio

Esta aula refere-se ao Módulo Básico, quando discutimos a teoria por trás das ferramentas. No Módulo Intermediário você verá a aplicação prática da compressão, em todas as tracks de uma produção.

Nível de Desenvolvimento 8

Mixagem - Conceitos de Compressão

25 2 2018

Tópicos

- Conceitos.
- Parâmetros básicos.
- Compressão corretiva.
- Compressão rápida e lenta.

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Extras

Leitura

O compressor, pela sua capacidade de esculpir um som, é uma das ferramentas que mais geram fascínio, ao mesmo tempo que causa muitas dúvidas.

Para utilizarmos o compressor de forma consciente, primeiro precisamos entender alguns conceitos:

1- Ele é um processador de dinâmica. Ou seja, trabalha sobre a variação de volume de uma execução.

2 - Um cantor, ou instrumentista, ao interpretarem uma canção, criam variações de intensidade. Essa característica é fundamental para a música ganhar clima, energia.

3 - Assim, podemos dizer que uma track, ou canção, possui uma faixa de dinâmica, que representa a distância entre os momentos menos e mais intensos, em termos de volume.

4 - Como vimos até aqui, o processo de mixagem envolve uma série de preocupações estéticas e técnicas. Uma delas se refere ao que chamamos de “cola”. De maneira geral, queremos que os elementos da música formem um bloco coeso, bem acoplado, colado.

5 - Justamente, o que abala a coesão do nosso bloco, são variações excessivas de volume de um ou mais elementos, causando um desacoplamento. Geralmente, músicas com essa característica causam uma sensação de amadorismo.

Com essas ideias em mente, podemos concluir que a variação de volume de um elemento é positiva até um certo ponto e que variações excessivas podem resultar numa mix sem cola.  

Na prática, dentro de um projeto de mixagem, esse problema se manifesta ,claramente, quando estamos escolhendo o plano de volume de um elemento. Se ele varia muito não conseguimos encontrar um ponto do fader da track que funcione para toda canção.

Por exemplo, um vocal pode ter muitas partes altas e baixas, de forma que as partes baixas exigem um acréscimo no fader e as partes altas o contrário.

Acredito que essa condição defina o principal uso do compressor. Ele permite um achatamento da faixa de dinâmica, proporcionando mais controle de alocação daquele elemento.

É como se tivéssemos um saco de algodão para guardar em casa. Melhor do que lidar com todo aquele volume, seria compactar, comprimir o algodão numa caixa e alocar numa prateleira.

O compressor, nessa função, atua identificando excessos de volume e forçando um achatamento desses picos. Geralmente é sútil, discreto, sem grandes alterações do timbre.

Essa função básica do compressor é de fato uma preocupação técnica, o que chamo de compressão corretiva. Porém, vale ressaltar que o universo de compressão envolve outras possibilidades.

Vamos falar a seguir, de outros dois tipos de compressão, que considero que estão mais ligados a preocupações estéticas: compressão de corpo e compressão de impacto. Permitem esculpir o timbre criando novas características. Para isso o compressor precisa atuar de forma mais agressiva, menos sutil.

A compressão de corpo tem um funcionamento semelhante à compressão corretiva, porém cria um achatamento muito maior e trabalha com pontos de compressão menores (área de atuação do compressor). Na prática, ela traz à tona as informações que antes eram menos audíveis. Isso cria a sensação de aumento de detalhes e de corpo daquela track.  

A compressão de impacto caminha no sentido contrário do que vimos até aqui, ou seja, ela aumenta ainda mais a faixa dinâmica, uma vez que o compressor regulado para pouca agilidade, não consegue atuar sobre os picos rápidos, reduzindo a porção seguinte. Isso cria a sensação de mais destaque e evidência para aquele pico, aumentando o impacto da track.

Agora que temos uma noção geral das três técnicas básicas de compressão, podemos falar sobre os parâmetros do compressor:

Threshold: define um limiar de volume, que ao ser ultrapassado, estimula a atuação do compressor. Funciona como um gatilho. É medido em dB.

Ratio: define a taxa de redução do volume excessivo, ou seja, atua sobre o que ultrapassa o Threshold. É um parâmetro adimensional (sem unidade de medida), é apresentado como fração (2:1, 3:1, 4:1…).

Attack: define a agilidade de atuação do compressor. É o tempo que o compressor leva até começar a agir.  É medido em milissegundos.

Release: define a agilidade de retirada do compressor. Após perder o estímulo, o compressor abandona a track. Fica em estado de repouso, aguardando outro estímulo. É medido em milissegundos.

Gain Reduction: define o resultado da compressão, que se expressa como a redução momentânea de volume de um ponto da track. É medida em dB.

Volume Master: define o controle de saída de volume do compressor, permitindo as compensações das perdas. Com a redução de ganho o plano do elemento é alterado e pode ser corrigido aqui.

Ok? Temos duas informações: o raciocínio por trás das técnicas de compressão e a função dos  parâmetros do compressor. Mas, na prática, como regular esses parâmetros para alcançar o objetivo de cada técnica?

Abaixo segue uma sugestão para guiar suas primeiras compressões:

1 - Compressão corretiva.

Objetivo: ajuste da faixa de dinâmica, para facilitar a definição do plano de um elemento e otimizar sua cola na mix.

Attack: 0 ms. O mais rápido possível para garantir agilidade ao compressor.

Ratio: 2:1. A proposta dessa compressão é ser discreta. Por isso o compressor é mais suave.

Release: 100 ms. Padrão do Reacomp.

Redução de ganho: descer o Threshold até alcançar uma redução desejada. Tenha em mente que quanto mais redução, mais alteração do timbre. Um resultado sutil de compressão estaria entre -3 até no máximo -9.  

2 - Compressão de corpo.

Objetivo: achatamento pontual e agressivo da faixa de dinâmica, promovendo a valorização das informações menos audíveis originalmente.

Attack: 0 ms. O mais rápido possível para garantir agilidade ao compressor.

Ratio: 5:1. A proposta dessa compressão é ser bastante agressiva, para trazer alterações no som.

Release: até 40 ms. O compressor deve se manter comprimindo apenas nos momentos intensos, saindo rapidamente após os picos.

Redução de ganho: descer o Threshold até alcançar uma redução desejada. Tenha em mente que quanto mais redução, mais alteração do timbre. Um resultado agressivo caberia numa faixa de -9 a -15 dB.

3 - Compressão de impacto.

Objetivo: aumento da diferença entre momentos mais e menos intensos, favorecendo a valorização dos picos de volume.

Attack: entre 15 e 30 ms, de forma que atrase a atuação do compressor, permitindo os picos serem reproduzidos sem interferência.

Ratio: 5:1. A proposta dessa compressão é ser bastante agressiva, para trazer alterações no som.

Release: entre 100 e 200 ms. O compressor deve se manter atuando pelo máximo de tempo, saindo pouco antes da chegada do próximo pico.

Redução de ganho: descer o Threshold até alcançar uma redução desejada. Tenha em mente que quanto mais redução, mais alteração do timbre. Um resultado agressivo caberia numa faixa de -9 a -15 dB.

Note que toda compressão resulta em perda de volume percebido da track o que irá exigir uma correção do plano.  

Podemos dizer que de fato existem duas categorias de compressão: rápida, quando utilizamos compressores ágeis e suprimimos picos; e lenta, quando utilizamos compressores lentos e permitimos a passagem de picos.

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