TOP 10 – Compressores- Melhores emuladores de compressores clássicos

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É possível ter uma visão bastante prática da compressão. Num nível mais básico, o compressor é uma ferramenta para corrigir comportamentos dinâmicos indesejáveis (variações de volume excessivas de uma track), garantindo assim, uma alocação mais confortável desses elementos na mix e por consequência, constituindo uma mistura mais coesa e sólida.

Toda DAW vem com seu conjunto de compressores nativos, que geralmente são ferramentas bastante versáteis e precisas, que oferecem uma gama grande de controles e possibilidades de compressão, cobrindo todas as necessidades de uma produção musical.

Então, por que raios, existem tantos compressores diferentes por aí? O fato é que para além das discussões sobre o uso prático do compressor, existem outras características especiais de equipamentos físicos que são apontadas como fundamentais, por alguns técnicos e produtores. Características como um comportamento suave e musical, ou uma atitude e identidade, que até então, só eram encontradas em equipamentos caros e restritos, acessados apenas por técnicos que frequentam grandes estúdios.

Pois agora, com a evolução do poder de processamento dos computadores populares, plugins de alta qualidade, entregam com cada vez mais fidelidade, as características especiais dos equipamentos físicos, através das técnicas de emulação. Por exemplo, são imitados: a velocidade de resposta de um compressor, baseado no seu circuito de redução de ganho; as saturações de estágios valvulados e transformadores; distorções de transistores; e todo tipo de coloração e textura gerados.

Ainda, as marcas conseguem explorar as facilidades do universo digital, criando recursos extras que eram comuns em equipamentos físicos, como por exemplo, o controle do nível de saturação, balanço de sinal dry e wet, ou filtragem de frequências no sinal sidechain.

O que aparentemente é uma boa e bem vinda novidade, para produtores mais novos todas essas possibilidades podem ser um problema, uma vez que esses recursos não são tão intuitivos. Justamente as particularidades dos componentes eletrônicos de circuitos valvulados, ópticos, transistorizados é que criam a identidade e definem o comportamento e o uso desses compressores.

O assunto é bastante vasto e ao começar escrever um artigo a respeito, percebi que algumas linhas não seriam suficientes para elucidar e iluminar um caminho de forma eficiente. Por isso, decidi criar um curso dedicado ao tema, o Compressores Clássicos, explicando de forma teórica e prática as características dos principais circuitos e como escolher um compressor clássico para diferentes situações numa produção. Claro, aconselho que você garanta seu acesso a esse curso, se quiser turbinar seus conhecimentos e trabalhar compressão como se estivesse num grande estúdio. Neste artigo, compartilho com vocês um dos frutos das minhas pesquisas, 10 emulações que eu elegi como as melhores (para meu gosto, claro), baseados nos 4 tipos clássicos de compressores:

VCA (Voltage Controlled Amplifier) - Transistorizado. Comportamento padrão: ágil, agressivo e transparente

FET (Field Effect Transistor) - Transistorizado. Comportamento padrão: ágil (menos que os VCA), agressivo, com coloração moderada

Óptico - Classicamente valvulados. Utilizam um foto resistor como elemento de redução de ganho. Comportamento padrão: lento, suave, com coloração moderada

Variable MU - Valvulados. Possuem vários estágios de válvulas, incluindo no elemento de redução de ganho. Comportamento padrão: lento, suave e com alta coloração.

No final, confira o vídeo em que sugiro algumas utilizações para cada um deles.

dBX 160 (Waves)

VCA - Emulação clássica da marca DBX. Um dos primeiros compressores feed-foward.

Errata: no vídeo disse que os valores de Attack e Release são fixos, quando na verdade, apenas o valor de Release o é (120dB/sec). O Attack é uma particularidade desse equipamento, o tempo de reação diminui de acordo com a entrada do sinal, quanto mais ultrapassa o Threshold fixo, mais rápida é a resposta do compressor (10 dB acima, resposta de 15ms; 20 dB acima, resposta de 5 ms, 30 dB acima, reposta de 3 ms). A essência do que falei, segue verdadeira, é um compressor muito ágil quando confrontado por transientes rápidos.

Vertigo VSC-2 (Brainworx)

VCA - Apesar de um equipamento moderno, é sua construção se baseia nos clássicos VCA 1979. Conseguem ser muito discretos, mesmo em reduções mais dramáticas de picos. Possuem um leve coloração agradável.

FG-116 (Slate Digital)

FET - De forma prática, podemos dizer que a denominação "FET" faz menção aos clássicos compressores UREI 1176 (atualmente, patente da Universal Audio). Punch, saturação e atitude são as marcas desses tipo de compressão. É preciso estudar seus comportamentos de Attack e Release que são bastante peculiares.

FET Compressor (Softube)

FET - Uma emulação também baseada no 1176, porém com mais controles mais modernos.

VLA-2A (Black Rooter)

Óptico - De forma prática, podemos dizer que a denominação "óptico" faz menção aos clássicos compressores Teletronix LA2A (atualmente, patente da Universal Audio). Gentileza, musicalidade e coloração suave e crocante são as marcas desses tipo de compressão. Também é muito importante estudar seus comportamentos de Attack e Release, que são fixos e peculiares.

TLA-100A (Softube)

Hibrido - Emulação do compressor Summit TLA-100A, uma mistura de componentes solid state e valvulados. O comportamento é suave e dependente do material, como os compressores ópticos, porém com recursos que permitem mais agilidade quando necessário.

CL1B (Softube)

Óptico - Emulação baseada em outro óptico clássico da marca Tube Tech. Um pouco menos colorido e com opções de fábrica mais modernas, adicionam mais funcionalidades ao uso do limitado LA2A.

FG-MU (Slate Digital)

Variable MU - De forma prática, podemos dizer que a denominação "Variable MU" faz menção aos clássicos compressores Fairchild 670, raridade absoluta no universo do áudio, podendo custar o preço de um carro de luxo. Gentileza e musicalidade também são as marcas desses tipo de compressão, porém com uma coloração única, advinda de seus vários estágios de válvula e transformadores. Mais uma vez, é preciso estudar seus comportamentos de Attack e Release. As emulações mais fieis reproduzem a regulagem de comportamento do original, utilizando o parâmetro Time Constant (que para cada posição define uma combinação de Att/Rel).

Tube Compressor (Positive Grid)

Variable MU - Mais uma emulação dos clássicos Fairchild.

Arousor (Empirical Labs)

Custom - Emulação do "clássico" (não pelo tempo, mas pelo uso) compressor Distressor da marca Empirical Labs. Desenvolvido para ser um misto das melhores características dos compressores clássicos e funcionalidade moderna, esse compressor é uma febre com milhares de unidades vendidas pelo mundo. Conquistou uma identidade própria e possui parâmetros muito versáteis que possibilidade usos diversos na produção musical. Na verdade, colocá-lo entre compressores clássicos foi uma brincadeira para reforçar que existem muitos circuitos customizados, com características próprias por aí.

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